| Os
Recifes Artificiais Marinhos
Os
recifes artificiais marinhos são estruturas criadas
pelo homem, instaladas no fundo do mar que imitam os recifes
naturais. Eles têm como objetivo servir de abrigo para
os peixes e também protegê-los da atividade predatória
das redes de arrasto, além de desenvolver o turismo
subaquático, a pesca artesanal e pesca esportiva. A
pesca de arrasto industrial é um sistema de pesca que
funciona como um imenso arado, as redes são arrastadas
remexendo e carregando tudo por onde passam.
O emprego dos recifes artificiais como um instrumento de manejo
dos recursos pesqueiros vem sendo uma alternativa comum em
diversos países. No Japão, os recifes artificiais
já são usados há cerca de 200 anos.
No Brasil, os Estados do Rio de Janeiro, São Paulo,
Santa Catarina e Paraná vêm desenvolvendo projetos
com recifes artificiais há 10 anos.O Instituto Oceanográfico
da Universidade de São Paulo foi o responsável
pelo assentamento de 200 recifes entre 1998 a 2002 na costa
de Ubatuba e Bertioga, cidades do litoral de São Paulo.
Na costa do Paraná, o belíssimo projeto de pesquisa
ecológica de Frederico Brandini e do Centro de Estudos
do Mar da Universidade Federal do Paraná assentou 2000
recifes artificiais marinhos entre 1977 e 2001, que continuam
sendo monitorados para avaliação dos benefícios.
Agora para os anos de 2005 e 2006, o Programa Nacional de
Recifes Artificiais Marinhos prevê lançar 2600
unidades ao longo da costa brasileira.
No estado de São Paulo, a Baixada Santista, infelizmente
ficará fora dos planos do Governo Federal. Os motivos
alegados foram poluição e falta de apoio político.
Aqui na Baixada tudo é um pouco complicado. Aqui não
se pode colocar recifes artificiais, mas os barcos de arrasto
podem sair todos os dias revolvendo o assoalho do mar quase
que passando por cima dos banhistas.
Com a implantação dos recifes artificiais em
locais estipulados pelo órgão competente estaríamos
coibindo a pesca de arrasto, recuperando a flora e fauna e
aumentando a população de peixes no local, o
que conseqüentemente com o passar dos anos estaria desenvolvendo
a pesca esportiva e artesanal na região.Quanto aos
barcos que praticam a pesca de arrasto, esperamos que haja
fiscalização, do contrário, eles continuarão
arrastando suas redes em locais proibidos e exterminando a
fauna marinha.
De acordo com o Decreto da SUDEPE “é proibida
a pesca de arrasto pelos sistemas de porta e de parelhas por
embarcações maiores que 10 TAB (dez toneladas
de arqueação bruta), nas áreas costeiras
do estado de São Paulo, a menos de 1,5 (uma e meia)
milhas náuticas da costa”. Portanto o arrasto
pode ser realizado a 1,5 milha náutica do ponto mais
avançado da costa. Isto quer dizer, na baia de Santos,
o arrasto é permitido a 1,5 m/n da Ponta Grossa e em
São Vicente, a 1,5 m/n da Ponta do Itaipu.
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